sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Crônica de um suicida!

Era uma noite sem lua, sem estrelas, tudo escuro!

O frio, a solidão, a depressão!

Uma vida cheia de fracassos amorosos e profissionais, o prazer de viver insistia em passar longe da minha porta.

Momentos felizes na minha vida? Sim, mas dá pra contar nos dedos das mãos.

Pra que continuar uma vida desafortunada como a minha? Pra que insistir?

Então, depois de muito pensar, subi no mais alto prédio da minha cidade, e lá de cima contemplei pela última vez as sombras de um lugar que nunca me trouxe alegria. Fechei os olhos e soltei meu corpo, senti o vento nos cabelos e um prazer que nunca senti antes interrompido pelo estrondo do meu corpo se espatifando na calçada.

Abri os olhos e fiquei contemplando o meu cadáver estatelado no chão, o sangue escorrendo e todos os ossos quebrados! Contemplei o alvorecer, respirei fundo. Agora que eu estava morto, não tinha mais nada a perder, desci do prédio, me encaminhei para a rodoviária da cidade onde vivi. Como um defunto não tinha mais a pretensão de buscar a tal felicidade, na minha nova cidade, agora como homem morto, comecei a estudar e a cuidar mais de mim, já que era invisível, me acostumei com a idéia de não querer mais agradar ninguém. Até que um dia, um perfume e um olhar me trouxeram à vida novamente.

Enquanto houver um sopro de vida, há esperança de recomeçar, se a sua vida não está do jeito que você quer, levante a cabeça, contemple o alvorecer, respire fundo e vá à luta!

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